quinta-feira, 19 de julho de 2012

Pai e madrasta matam menino de dois anos após sessão de espancamento e torura no Rio de Janeiro

O pedreiro Widemberg de Araújo Souza, 22 anos, suspeito de espancar o filho Wesleyde 2 anos, assumiu em depoimento aos policiais da 32ª DP (Taquara) que bateu na criança. As informações são do delegado-adjunto Maurício Mendonça de Carvalho, que participa da investigação do caso. Segundo ele, Widemberg negou que tenha torturado o menino, mas alegou ter batido nele, na segunda-feira (16), porque a criança mexeu no gás de cozinha.

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O menino foi levado para o Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, às 16h de terça-feira (17), e morreu logo em seguida. De acordo com o delegado, ele estava com várias escoriações, hematomas, fratura e arranhões no corpo. Em depoimento, a madrasta alegou que a criança tinha caído da cama.

Ainda segundo a polícia, a madrasta do menino, Luana Rodrigues do Nascimento, 23 anos, disse no depoimento que Widemberg não gostava do filho e as agressões eram constantes. Ela também assumiu que chegou a bater na criança, mas, segundo ela, eram “palmadas” dadas com o objetivo de educar. Luana vivia com Widemberg havia dois anos.

“A Luana afirmou que Widemberg sempre batia no menino. Ela contou que na segunda-feira chegou a casa e encontrou o menino enrolado num pano, no chão. Ao questionar Widemberg, ele disse que era para deixar o menino quieto porque estava muito levado. No dia seguinte, ela disse que percebeu que o menino estava tonto”, disse Mendonça.

À polícia, a madrasta contou ainda que chamou uma ambulância do Samu e levou o menino para o hospital. O pedreiro, segundo a polícia, disse que soube do filho quando ainda estava no trabalho. A criança chegou ao hospital com quadro de parada cardiorespiratória, hematomas atrás da cabeça e no tórax e fratruras.

Casal vai responder por tortura
De acordo com a polícia, o pai e a madrasta do menino vão responder por tortura, com resultado de morte, já que a criança morreu horas após dar entrada no hospital. Se condenados, eles podem pegar até 21 anos de prisão. O delegado Vilson Almeida da Silva, que registrou o caso, disse que o crime se agrava por se tratar de menor.


“A criança apresentava graves escoriações, fraturas, hematomas e com sinais graves de espancamento. A médica que atendeu o menino desconfiou desde o início devido a várias lesões que a criança apresentava. Eles foram presos em flagrante. A investigação segue e agora vamos tentar entender o que levou a agressão”, disse Vilson Almeida. (Foto: Widemberg de Araújo Souza e a mulher são apresentados pela Polícia)

A criança morava há quatro meses com a família na comunidade de Rio das Pedras, também na Zona Oeste. De acordo com o delegado, a mãe da criança mora em Vitória (ES) com outra filha de Widemberg. O menino teria ido morar com o pai depois que teve catapora, e a mãe alegou que não tinha condições de cuidar.

Casal nega tortura
Ainda de acordo com o delegado Vilson Almeida, Widemberg trabalha na construção civil. Luana Rodrigues do Nascimento, recém-operada, estaria impossibilitada de trabalhar. Ambos negam que tenham torturado o menino.

“Assim que chegou ao hospital, os médicos logo desconfiaram devido à quantidade e gravidade das lesões que a criança apresentava”, disse o delegado, que informou, ainda, que o pai era alvo de piadas dos colegas de trabalho: “Ele disse que os colegas faziam piada com ele porque ele teve um filho com uma garota de programa”, completou.

Depoimento de testemunhas
Além do casal de suspeitos, outras nove pessoas prestaram depoimento, entre elas dois policiais militares e sete vizinhos. De acordo com o delegado, os vizinhos relataram que sempre ouviam a criança chorar e barulhos de tapas e objetos quebrando. Eles contaram, ainda, que os moradores já desconfiavam da violência do casal.

O pai e a madrasta foram levados para a 32ª DP, onde o caso foi registrado. Segundo os agentes, ele foi transferido para o presídio de Bangu 3, também na Zona Oeste, e ela foi levada para o presídio Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó. A polícia vai pedir exames complementares ao Instituto Médico Legal (IML) para ajudar nas investigações. G1

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